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domingo, 19 de outubro de 2014

10 músicas que me deixam feliz

Eu sei, normalmente posto o Listas Aleatórias na minha coluna quinzenal no blog Vintecinco Devaneios, mas como a ideia pra essa lista é bem pessoal, resolvi postar aqui como um exercício para fechar bem o domingo e começar a semana com uma boa vibe.

Confesso que a maioria das músicas fui encontrando conforme fucei a minha pasta de músicas, então não é nada com uma ordem lógica. Aliás, a lógica passou longe aqui. :D

1- She's a rainbow - The Rolling Stones



2- Come on Eileen - Dexy's Midnight Runners



3- Golden Years - David Bowie



4- New Soul - Yael Naim



5- Venus - Bananarama



6- Friday I'm in Love - The Cure




7- With a little help from my friends - The Beatles


8- O Vira - Secos e Molhados



9- Don't stop me now - Queen





10- The dog days are over - Florence and the Machine




PS: TÃO difícil encontrar músicas felizes, seria infinitamente mais fácil encontrar músicas depressivas no meu acervo. Mas divago.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

"Mas a menina não quer casar?"

Estou mais próxima dos 30 do que dos 20 e, com uma certa frequência, tenho escutado comentários preocupados sobre a minha solteirice. Na maioria das vezes esses comentários são feitos à minha mãe por pessoas perplexas com o fato de eu continuar "sozinha".

"Mas a menina não quer casar? É tão bonita, tão inteligente! Devia arrumar alguém!".

Tento manter a calma nessas horas. Tento pensar que são pessoas que querem me ver bem e que, na sua concepção de vida, acham que seguir o roteiro "casamento-filhos-família" é a fórmula certa para a felicidade. Tento relevar, não me importar com a ansiedade que os outros sentem em relação ao meu relógio biológico, afinal, estou envelhecendo (26 anos de idade e sou velha, vejam só!).

Juro que tento.

Mas está ficando cada vez mais difícil não soltar uma resposta atravessada.

Entendam uma coisa, amig@s: eu não sou contra o casamento tradicional. Para falar a verdade, pouco me importa o modo como as pessoas escolhem viver suas vidas. Se querem um relacionamento ou não, se preferem se dedicar a outras coisas, se preferem criar gatos ou sei lá mais o que.

Honestamente, o que eu quero é que cada um viva como lhe aprouver e ser feliz assim. O melhor para você pode não ser o melhor para mim, isso é um tanto óbvio.

Estou em um bom momento da minha vida como há muito tempo não vivenciava. Estou tranquila em relação a várias coisas, mas ver esse tipo de pressão muito tem me incomodado. Pelo simples fato de ser mulher e precisar ter um companheiro comigo. Como se somente isso validasse a minha feminilidade. Porque não importa se estou indo bem na minha carreira profissional, se tenho crescido como indivíduo, se tenho conseguido conquistar coisas pelo meu próprio mérito.

Porque nada disso importa já que só vou ser completa, como mulher, quando eu tiver um homem. Porque a sociedade ainda exige isso de mim. Porque a mídia ainda me enfia, goela abaixo, que eu preciso ser tudo aquilo que não sou para ser perfeita. Porque as pessoas ainda acreditam que só vou ser feliz assim.

Quanta bobagem, meu povo. Quanta bobagem!

(Que hoje eu tô meio implicante, hoje você deu azar!)

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balancete: 2013


How do you measure
Measure a year?
In daylights, in sunsets
In midnights, in cups of coffee
In inches, in miles
In laughter, in strife
(Seasons of Love - Rent)


Eu nunca gostei muito de retrospectivas pessoais. Dá aquela sensação de que você tem uma meta a cumprir por ano e que, caso não seja realizada, vai te tornar um fracasso sem fim. 

Não preciso desse tipo de ansiedade na minha vida, não agora.

Tampouco estou criando muitas expectativas para o ano vindouro.

Just living.

Completei 26 anos em 2013. Estou mais perto dos 30 do que dos 20.

Então basicamente caiu a ficha de que não estou no limbo e sou (aparentemente) uma pessoa adulta. Questionamentos que, antes, nem passavam pela minha cabeça, começam agora a ser mais constantes. Preocupações com o futuro, segurança financeira, um lugar que seja só meu...

Foi o primeiro ano em que trabalhei unicamente como tradutora, sem carteira assinada e salário fixo; e acho que me virei muito bem até o momento. Agora tenho empresa de tradução, CNPJ, contador e impostos sem fim para pagar todo mês. Responsabilidades que nunca achei que fosse ter tão cedo na vida.

Também sinto que estou mais solta, menos fechada. Com uma vida social quase decente - e sim, eu gosto dessa nova pessoa mais leve, menos casmurra e angustiada. Um pouco menos eu, mas ao mesmo tempo muito mais eu. Talvez tenha sido um ano de redescoberta de algumas coisas. Estou mais apaixonada pela vida e pelas pessoas de um modo geral. Com vontade de conversar e aprender mais sobre o ser humano em toda a sua complicação e fascinação. Querendo realmente conhecer as pessoas, mesmo que isso implique em decepções, enganos e um coração partido.

Talvez por isso a vontade de voltar a escrever tenha voltado com tanta força, principalmente nesse restinho de ano. Porque 2013 me deixou com vontade de compreender. E só consigo isso quando transformo sensações e sentimentos em palavras. Mesmo que seja um fingimento poético.

Que 2014 seja inspirado, que estórias (e histórias) sejam escritas e vivenciadas com intensidade, que a vida não seja levada tão a sério, que cada momento seja vivido de modo único. Rir nas horas alegres, chorar com os fracassos e angústias, esbravejar ao lutar por algo melhor. Porque a vida é uma sucessão de momentos.

Não tenho grandes planos para o próximo ano. Talvez eu volte a estudar, aprender um idioma novo. Talvez eu viaje para um lugar desconhecido. Talvez eu escreva um livro.

Talvez eu não faça nada disso.

Ou faça tudo isso e um pouco mais.

Quem sabe, não é?

Então é isso. Nos vemos por aqui, nesse cantinho de monólogos compartilhados.

Feliz ano novo, amad@s!